Hoje colhemos o que plantamos “ontem”,
plantamos hoje o que vamos colher “amanhã”. Teoria da relatividade? Não
sei! Teoria da realidade? Isso sim! Sempre que olhamos para o outro que está passando por um
momento difícil, antes de ajudar, talvez nos
venha em pensamento algumas indagações: “e se estiver colhendo o que plantou?”, será que
podemos ou devemos ajudar? Será que não vamos atrapalhar que ele colha os
frutos do seu erro e assim impedir que aprenda? Talvez! Se colocarmos Deus na
questão vamos levar em conta que nada acontece por acaso “que todas as
coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm
8:28), então vamos considerar : se a colheita fosse nossa? Gostaríamos de
ter ajuda para suportar o peso de nosso fardo. Na bíblia está escrito “levai as cargas
uns dos outros...” (Gl 6:2), essas cargas nada mais são do que os fardos de nossa
colheita. Se hoje a nossa colheita é leve e satisfatória é porque em outro
momento, quando colhíamos abrolhos (no dicionário Português é planta herbácea, de
fruto espinhoso) alguém nos ajudou, não a colher, mas carregar a
colheita e a plantar boa semente. Maus momentos em nossas vidas não são só
fruto de uma má semente, mas também das intempéries da vida. Numa
plantação há de se cuidar em escolher uma boa semente, semente sadia, e de
planta-la em terreno fértil, para tanto é preciso dispor tempo cuidando da terra,
limpando, adubando, regando e depois plantar a semente previamente
escolhida, mas ainda assim não é garantia de boa colheita de bons frutos, tem as
pragas, mudanças climáticas imprevistas e mesmo quando da flor surge o fruto,
ainda há o risco do fruto ser atacado e ficar com a casca feia e com a poupa
bichada. Então, voltando a olhar a
colheita do outro, nem tudo que ele está colhendo é
totalmente resultado de uma má semente, podemos ajudá-lo em sua
colheita e assim fazer a nossa semeadura plantando uma boa semente de amizade,
compaixão, companheirismo, carinho, amor, etc, para que se as aflições da vida
bicharem o nosso fruto colhamos amizade, compaixão, companheirismo,
carinho, amor, etc.
Esta
é “a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.” (Rm
12:2)
